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quinta-feira, 8 de novembro de 2007

The War Room

Quando vejo um grande filme, costumo me perguntar como foi o processo criativo, como eram as discussões, como seria a sala de reunião da produção. Realmente, deve ser muito diferente das minhas salas de reunião, onde só se vê notebooks com Excel e Power Point, ternos, tailleurs, saltos e a estrela de todas as reuniões: o cronograma. Ele está em todas. Pode ser direto no Microsoft Project, já condensado em "seus melhores momentos", em planilhas ou apresentações, por tarefa, por recurso, por produto a entregar...

Às vezes eu me perguntava: onde está o modelo de dados, o código de uma rotina de banco de dados, as telas do sistema? Um ou outro poderia ter um exemplar desse por perto, mas o cronograma é o preferido, do gerente ao programador.

Então, eu vejo as fotos da sala de reunião da produção do filme Watchmen, onde as paredes estão tomadas, literalmente, por cores: art concept, fotos, desenhos, rascunhos de roupas, cenários, veículos... Claro que o cronograma existe em algum lugar, afinal de contas, "time is money", mas a arte é a maioral.



Aí, eu penso: cada um tem a sala de reunião, ou war room, que merece...

Um pequeno desabafo de quem passou 14 anos com cronogramas e sem nenhuma arte.

Para ler, nas palavras do diretor de Watchmen, como "funciona" essa sala, clique aqui.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Watchmen - A Saga

Uma vez eu namorei um cara que gostava de quadrinhos. Um dia ele me mostrou uma série de quadrinhos chamada Watchmen.

E nada mais foi como antes...

Watchmen foi publicada entre 1986 e 1987 com história de Alan Moore e arte de Dave Gibbons e foi uma revolução no mundo do HQ. O enredo é bárbaro: nos EUA existiam vários super-heróis do tipo "vigilantes", que agiram do início dos anos 60 até 1977, quando foi promulgada uma lei em resposta à revolta da população e da polícia, estabelecendo que os vigilantes precisariam se registrar junto ao governo. A partir daí a maioria deles se aposenta, enquanto alguns passam a trabalhar para o próprio governo. Quando a história começa, em 1985, um desses vigilantes é assassinado e sua morte parece fazer parte de um plano maior que envolve os demais vigilantes e o futuro da humanidade.

Junte a isso a Guerra Fria, teoria do caos, personagens complexos, metáforas, ilustrações e diagramação de primeira qualidade e temos uma obra-prima.

Não estou exagerando. Watchmen foi a única graphic novel que conseguiu uma honraria especial no prêmio Hugo e que esteve presente na lista da revista Time dos 100 melhores romances desde 1923.

A saga não diz respeito a sua trajetória como quadrinhos, mas sim como filme, pois desde o final da década de 80 tenta-se, sem sucesso, transformar essa história em película. O roteiro já passou por algumas pessoas; em termos de direção nomes como Terry Gilliam, Darren Aronofsky e Paul Greengrass já tinham sido envolvidos; os atores cogitados foram inúmeros: Robin Williams, Jamie Lee Curtis, Gary Busey, Richard Gere, Kevin Costner, Ron Perlman entre outros.

Mas, parece que agora em 2007 a produção saiu do atoleiro. Diretor e elenco estão confirmadíssimos e as filmagens já começaram. Quem vai ter a responsabilidade de dirigir esse filme é Zack Snyder, cuja obra mais recente foi 300 (2006). Acho que um dos motivos dele ter sido escolhido foi a forma como ele fez esse filme. Baseado no quadrinho homônimo de Frank Miller, 300 é HQ do início ao fim. Tem cenas que são simplesmente iguais ao quadrinho. E, sinceramente, é isso que se espera dele: não inventa, cara, só faz o melhor que puder para transformar Watchmen em filme.

Entre os atores não há ninguém mega-famoso, o que é bom. Mas, achei a maioria deles muito nova para interpretar personagens que deveriam ter uns 50 anos. Bom, vamos dar um crédito, pois a caracterização é que vai determinar se vai ficar bom ou não.

Em 2009, saberemos.

Confiram os atores abaixo...



Fonte das fotos: Rorschachs Journal